quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ação chatroulette -pequenos encontros



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Este vídeo foi editado compilando alguns experimentos realizados no Chatroulette. Imagens pornográficas foram retiradas para evitar problemas futuros. O Chatroulette vem realizando uma campanha ferrenha contra a pornografia, desde outubro de 2010. De acordo com notícia veiculada pela Internet foi instalado um sistema de detectção de imagens pornográficas que reconhece o formato do pênis e bloqueia o ip do usuário. Durante o laboratório, devido explorar imagens espelho através do programa WebcamMax, apesar de não ter colocado nenhuma imagem pornográfica no site, o fato de replicá-las substituindo a imagem da minha webcam foi suficiente para o meu ip ser bloqueado.



Ao bloquear o IP o site redireciona para um "espaço de conteúdo adulto", independente da nossa vontade. Ou seja, qualquer pessoa, adulto ou criança, que tentar acessar o Chatroulette pelo meu computador (ip) será da mesma forma redirecionado para um espaço de conteúdo adulto. Ação, que sobre certos aspectos, parece ir de encontro ao princípio que deveria mover as políticas antipornográficas do site.



terça-feira, 21 de dezembro de 2010

descompassos # 00


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Descompassos #00 é  um vídeo-exercício produzido com uma câmera de segurança acoplada ao joelho.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

ainda sem nome



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O vídeo ainda sem nome (2010) originalmente recebeu essa denominação pela minha impossibilidade de dar um nome a ele. Depois, assumi este como o título do vídeo. ainda sem nome é um exercício de continuidade das questões que começaram a ser esboçadas em Vermelho, e uma tentativa de expressar na imagem, de maneira mais contundente, o que se passava em meu corpo na improvisação.




sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

amostra de sonorização

trecho do áudio de fundo para amostra


o intuito da sonorização (áudio de fundo) é transmitir a sensação de caminho/passagem/trânsito num espaço urbano,
onde há diversidade de sons e ruídos..

focado na maneira nas maneiras que se é afetado por instabilidades
e a necessidade constante de se re-construir
nas relações e nos espaços contemporâneos.

domingo, 21 de novembro de 2010

descaminhos

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Videoperformance que une as linguagens da performance e do audiovisual para compor estratégias de deslocamento, possibilidades de fluxo e desordem, diálogos entre arte e urbanidade. Gravada no espaço da 28ª Bienal Internacional de São Paulo em 2008 e editada em 2010. Nesta pesquisa, este vídeo é utilizado como referencial de trabalhos que agregam sensações do corpo físico ao corpo digital.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Página Plataforma



Finalmente trago a público os esboços (quase finais) da plataforma, os primeiros traços do seu conceito e desafios que estão sendo enfrentados. Claro que não posso entregar o ouro, senão estraga a surpresa, mas na página Plataforma já se pode ter uma idéia do que estou desenvolvendo. Serão bem-vindas todas as críticas e sugestões.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010



Esses últimos dias tenho trabalhado no desenvolvimento da plataforma que deve abrigar a teleperformance BOOT. Resolvi explorar a potencialidade de estruturas já existentes e de que forma elas podem ser subvertidas. Para tal estou utilizando da plataforma do Blogger, de aplicativos do Twitter e algumas outras ferramentas e códigos já desenvolvidos em open source. Também devemos nos utilizar de alguns programas de código fechado para a execução, mas até agora isso não é definitivo. Venho procurando alternativas em código aberto. Adiel Cristo está dando consultoria tecnológica ao projeto. Espero poder disponibilizar o currículo dele em alguns dias.

Agora temos mais um integrante na equipe: Bruno Nobru. Ele fará o desenvolvimento de áudio para a plataforma. Maiores Informações sobre seu currículo, consultem a página de equipe.

Em breve estarei disponibilizando alguns esboços da estrutura da plataforma.


terça-feira, 27 de julho de 2010

on and on

O vídeo on and on (sem parar) foi realizado para compilar uma série de exercícios de deslocamento em escada do Laboratório Corpo e Câmera, realizados em outubro de 2009 e editados em junho de 2010.

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Vermelho Nº01

Exercício realizado para o Laboratório Corpo e Câmera em set/2009 e editado em jun/2010

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Laboratório Corpo e Câmera

Nos posts anteriores coloquei dois vídeos que inspiraram a elaboração do Laboratório Corpo e Câmera para a construção da teleperformance BOOT. Este laboratório vem sendo realizado desde agosto de 2009 e nos próximos posts eu publicarei alguns exercícios realizados. O objetivo principal destes exercícios é explorar a relação entre corpo e câmera por duas formas de abordagem: o corpo em relação com uma câmera fixa, criando possibilidades de enquadramento, profundidade, perspectiva, ângulo diferenciados, ou seja, explorando os recursos da câmera; e o corpo com uma câmera acoplada, no qual a câmera explora os recursos do corpo.

Inspiração 4'33" para John Cage

O vídeo Inspiração 4'33" para John Cage foi realizado a partir do registro da performance Corpo Tela, realizada por mim e Valécia Ribeiro, no Palacete das Artes Rodin Bahia, em 13 de agosto de 2009, dentro do evento Performance em Artes: encontros, ações e debates. Este evento foi promovido pelo Grupo de Pesquisa Poéticas Tecnológicas: corpo, imagem, espaço e o Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA. Corpo Tela foi uma performance inspirada em Corpo Vivo, Corpo Morto e no vídeo Corpo em Trânsito, de Valécia Ribeiro; o vídeo Inspiração 4'33" para John Cage é uma forma de repensar a performance a partir de um recorte no tempo e do tempo.

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vídeo da performance Corpo Vivo, Corpo Morto

A performance Corpo Vivo, Corpo Morto: um movimento de respiração foi realizada no espaço do Dique do Tororó, Salvador-BA, em 2008, como trabalho de conclusão da disciplina Corpo e Novas Mídias, ministrada pela Profª Doutora Ivani Santana no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA. É a partir desta performance que inicio investigações entre corpo e câmera propondo a câmera como parte do discurso do corpo sobre o espaço.


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sábado, 10 de julho de 2010

Resumo do Projeto de Pesquisa

Um pequeno preâmbulo inicial

Como todo resumo de projeto de pesquisa em andamento este é um resumo provisório e reflete as preocupações atuais de investigação. A idéia é comungarmos desse momento atual, onde tudo parece estar em ebulição e transformação constante. Não há uma preocupação em seguir o limite de caracteres exigidos pela academia, apenas comunicar do que se trata a pesquisa, como vem se desenvolvendo e a que resultados parciais tenho chegado. Ao final encontrarão as referências bibliográficas utilizadas. Posteriormente colocarei uma barra de links no blog com os sites de referência.


A POESIA DE UM CORPUS EM REDE:
o corpo performático contemporâneo reconfigurado pelo espaço ciberdigital


RESUMO

A pesquisa desenvolvida nesse projeto tem por objetivo investigar a articulação do corpo do performer na formação do que aqui chamamos de Terceiro Corpo, tanto pelo viés da prática artística, com a criação de uma teleperformance; como pela análise de trabalhos de performers que atuam neste campo.

A noção de Terceiro Corpo é fundamentada pelo conceito de emboided das ciências cognitivas, onde corpo e ambiente estão implicados. Neste caso, tal relação (entre corpo e ambiente) propicia um olhar ampliado sobre as possibilidades de contaminação de estruturas diferenciadas que interagem de forma a gerar uma terceira estrutura, com características próprias.

Entendemos que a idéia de corpo ultrapassa sua constituição física e fisiológica e encarna seus desejos, suas elaborações de sentido e o espaço social e político no qual se insere. Ou seja, a definição de corpo aqui trabalhada nasce da interação do organismo com o mundo e os objetos, como nos sugere o neurocientista Antônio Damásio.

Observando como tais relações se dão em alguns trabalhos de teleperformance, destacamos três possíveis categorias de análise do Terceiro Corpo: o corpo visível ou imagético, o corpo sonoro e o corpo conceitual ou invisível. Por enquanto essas categorias servirão apenas para delinear as tendências de cada trabalho investigado, devendo ser aprofundadas em pesquisa de doutorado. Cada trabalho artístico pode, portanto, priorizar uma ou mais categorias aqui mencionadas, de acordo com seu propósito.

A epistemologia de pesquisa contempla conceitos da cultura visual (W. J. T. Mitchel, 2003), da cultura digital (Lev Manovich, 2000), das ciências cognitivas pela perspectiva do embodied (Lakoff & Johnson, 1999/2002; H. Maturana, 2006), os quais auxiliarão na analise das categorias mensionadas.

Em paralelo, vem sendo desenvolvidos laboratórios artísticos e tecnológicos. O primeiro laboratório consistiu na experimentação das possibilidades de relação entre o corpo e a câmera. O segundo laboratório está investigando possiblidades de jogo visual com interação em tempo real, através do Chatroulette . Este laboratório levantou algumas palavras-chaves - corpo, autobiografia e subversão - que embasaram os procedimentos a serem desenvolvidos no terceiro e último laboratório, que investigará as possibilidades da criação de uma plataforma interativa, com características randômicas, na qual usuário, performers e a própria plataforma interferem e reconfiguram corpos visuais ou imagéticos e sonoros. A teleperformance proposta a partir dessa plataforma tem como nome provisório BOOT, por sua ênfase na temporalidade virtual randômica, onde o provisório e a constante iniciação de novos processos de interação e reconfiguração são a máxima proposta.

Palavras-chave: ciberdigital, corpo, interação


REFERÊNCIAS


CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra

CRITICAL ART ENSEMBLE. Distúrbio Eletrônico. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2001

DOMINGUES, Diana. Arte e Vida no século XXI: tecnologia, ciência e criatividade. São Paulo: Editora Unesp, 2003

GIANNETTI, Cláudia. Estética Digital: sintopía del arte, la ciência e la tecnologia. Barcelona: Associacióde Cultura Contemporânea L’Angelot, 2002

GOLDBERG, Roselee. A Arte da Performance: do futurismo ao presente; tradução Jefferson Luiz Camargo; revisão de tradução Percival Panzoldo de Carvalho; revisão técnica Kátia Canton. São Paulo: Martins Fontes, 2006

HAWKING, Stephen. Uma Breve História do Tempo. Lisboa: Gradiva, 1994

LAKOFF, George and JOHNSON, Mark. Philosophy in the Flesh: the embodied mind and its challenge to western thought. New York: Basic books, 1999

LAKOFF, George e JOHNSON, Mark. Metáforas da Vida Cotidiana. [coordenação de tradução Mara Sophia Zanotto]- Campinas,SP: Mercado das Letras; São Paulo: Educ, 2002

LÉVY, Pierre. Cibercultura; tradução de Carlos Irineu Costa. – São Paulo: Ed. 34, 1999

MANOVICH, Lev., The Language of New Media., Cambridge: MIT Press., 2000

MATURANA, Humberto. Cognição, Ciência e Vida Cotidiana. Cristina Magno Victor Paredes (org). Belo Horizonte: Editora Ufmg, 2006

MEDEIROS, Maria Beatriz de. Corpos Informáticos: arte, corpo, tecnologia. – Brasília: Ed. Pós-Graduação em Artes da Universidade de Brasília, 2006

MITCHELL, W., Me++: The Cyborg Self and the Networked City (Hardcover).,Massachussets: MIT Press, 2003.

MURRAY, Janet H. Hamlet Holodeck: o futuro da narrativa no ciberespaço. São Paulo: Itaú Cultural: Unesp, 2003

PRADO, Gilberto. Arte Telemática: dos intercâmbios pontuais aos ambientes virtuais multiusuário. São Paulo: Itaú Cultural, 2003

RÜDIGER, Francisco. Introdução às Teorias da Cibercultura: perspectivas do pensamento tecnológico contemporâneo. Porto Alegre: Sulina, 2003

SANTANA, Ivani. Dança na Cultura Digital. – Salvador: EDUFBA, 2006

WOOD, John (eds). The Virtual Emboided. New York: Routledge, 1998

terça-feira, 6 de julho de 2010

Bem-vindos a todos vocês

Este blog está sendo criado com o objetivo de compartilhar o processo de criação da teleperformance BOOT*, que é parte integrante do projeto de mestrado A Poesia de um Corpus em Rede: o corpo performático contemporâneo reconfigurado pelo espaço ciberdigital*, que está vinculado ao curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal da Bahia.

Como esse processo não se inicia hoje, mas já tem pelo menos um ano de laboratórios primeiro postarei os vídeos e materiais mais antigos com suas respectivas datas e depois caminharemos juntos.

Em parte esse espaço existe porque toda pesquisa deve ser compartilhada, em parte porque a pesquisa trabalha a relação entre arte e tecnologia e em parte porque fazer um mestrado é uma atividade de uma solidão imensa. Portanto, esse é o lugar de estar com o outro enquanto estou só.

Obrigada pela presença de vocês e sintam-se à vontade para participar.




*Vale ressaltar que por se tratar de uma pesquisa em andamento todos os nomes aqui dispostos são provisórios.